Primeira operação de investimento do New York Green Bank

O NYGB (New York Green Bank) fará sua primeira operação de investimento no próximo verão norte-americano. Em dezembro de 2013 já tinha US$ 210 milhões de funding, com expectativa de incremento até US$ 1 bilhão. Como já citado antes no blog, sua missão é de investir fortemente em energias renováveis e eficiência energética, usando para atrair investimentos as novas condições de mercado atrativas para tais investimentos.

O ambiente de negócios tende a crescer com a regulamentação sobre as emissões de gases de efeito estufa e as pressões da sociedade, governo e empresas para reduzir a intensidade de carbono dos seus processos produtivos, como resposta às mudanças climáticas. Na visão do NYGB, o mercado para o financiamento de iniciativas relacionadas aos temas ainda é imaturo, portanto com grande possibilidade de expansão.

A expansão deste mercado é uma possibilidade interessante, visto que os executivos do banco apontam para a função catalisadora da instituição. Há projetos de qualidade procurando recursos para implementação e, por outro lado, há investidores institucionais que pretendem investir pesado. A função deste banco verde, portanto, seria de aproximar a demanda por projetos ligados à economia verde aos recursos que buscam rentabilidade e retorno adequado do investimento.

As atividades que o banco pretende financiar referem-se às tecnologias com viabilidade comercial, tais como digestao anaeróbica de resíduos, plantas de co-geração residencial, eficiência energética comercial e industrial, estocagem de energia e implantação de painéis para geração de energia solar.

O banco pretende agir como acionista, agente de crédito, incubador ou investidor em iniciativas relacionadas ao tema economia verde no estado de Nova Iorque. A princípio o banco pretende consolidar sua atuação com investimentos em projetos com alto potencial de sucesso, ou menos risco de falha, com tecnologias já bem-sucedidas. Pode-se inferir, portanto, que o primeiro objetivo é conseguir escala investindo em setores tradicionalmente sem acesso ao crédito e cuja área de atuação não apresentam liquidez.

Ao analisar a proposta, creio a atuação de um banco de nicho como este pode ajudar a expandir e consolidar a prática de iniciativas individuais e de pequeno porte para reduzir o consumo de energias fósseis e aumentar a eficiência do uso de energias. Serão operações com baixo custo, retorno mais garantido (o autor cita que fará uso de incentivos fiscais locais que favorecem o uso de energias renováveis), em área que demanda por estes recursos e com atração de investidores privados que buscam retorno com este tipo de operação.

Esta experiência, em fato de seu ineditismo, deve ser acompanhada para possivelmente servir de exemplo, visto que no Brasil temos um grande mercado potencial para qualquer investimento relacionado à economia verde, desde a geração de energia renovável até o investimento em infraestrutura de mobilidade urbana, saneamento básico, recuperação de florestas, redução de emissões de carbono e, tendo em vista o último relatório do IPCC, investimento pesado em infraestrutura que permita a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas pela redução de riscos associados.

Uma ideia: Estruturar um banco de projetos em iniciativas relacionadas à Economia Verde (vários posts sobre o tema no blog), aproximar investidores institucionais que assinaram o PRI (Principles for Responsible Investment) de todo o mundo e elaborar projetos com risco-retorno adequados. Podemos fazer isso, basta estruturar. Nossos bancos brasileiros tem potencial para fazer isso.  

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