Banco Mundial irá focar seus financiamentos em Energias Renováveis

Parece evidente que o funding para projetos de geração com base em fontes renováveis terá um incremento acentuado, ao considerar as palavras de Jim Yong Kim, presidente da Instituição.

Após a publicação do relatório do Banco Mundial sobre as consequências das mudanças climáticas em diversas cadeias produtivas no mundo (aqui o post completo) o presidente Jim Yong Kim afirmou que a instituição investirá pesadamente em energias renováveis e limpas e somente financiará projetos de energia fóssil em circunstâncias extremas.

A mudança do foco do Banco Mundial ocorre após diversas publicações científicas apontarem que os riscos da elevação da temperatura do planeta e dos eventos climáticos extremos exigem uma postura mais afirmativa das instituições, especialmente aquelas com maior poder de negociação global.

Dentre os riscos das mudanças climáticas apontados no estudo do Banco Mundial, destacam-se a perda acentuada de produtividade agrícola, a redução da disponibilidade de recursos hídricos, a expansão da incidência de doenças tropicais e a elevação do nível do mar, bem como a intensificação de fenômenos climáticos extremos.

Com toda esta sinalização do Banco Mundial de que seu foco de investimentos em energia privilegiará as renováveis, com os diversos relatórios sendo lançados, com fundos de investimento globais afirmando que sairão de projetos de energia intensivos em emissões de GEE e com os governos de EUA e China se movimentando para construir um acordo de redução de emissões, o cenário para a produção de energias fósseis e renováveis sinaliza estar em vias de uma mudança considerável.

Este cenário de aumento de produção de energias fósseis, apesar do predomínio absoluto do petróleo e gás natural nas matrizes energéticas da maioria dos países, pode sofrer um abalo e reduzir a viabilidade econômica de projetos mais arriscados, como exploração em águas profundas, como o texto da Environmental Finance sobre Stranded Assets coloca.

O que resta saber, portanto, não é se haverá mudança nas prioridades políticas do Banco Mundial, mas em qual velocidade se dará esta mudança e se será suficientemente rápida para evitar ou ao menos reduzir a intensidade dos eventos climáticos extremos que estão por vir.

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