Especial da revista Página 22, da FGV, sobre finanças sustentáveis

http://www.p22on.com.br/#sthash.Y6LRtMJ9.dpbs

O link acima apresenta o especial da Fundação Getúlio Vargas – Centro de Estudos em Sustentabilidade – em Finanças Sustentáveis.

É um material muito interessante em virtude das conexões que apresenta entre a Economia Verde e os instrumentos e instituições do Sistema Financeiro que podem viabilizar a transição dos processos econômicos tradicionais para a incorporação das questões de risco socioambiental nas atividades produtivas.

O Brasil tem grandes oportunidades na área, até em virtude do que podemos chamar de passivo socioambiental histórico. Temos demandas não satisfeitas  em gestão de resíduos, em saneamento ambiental, em infraestrutura verde, em retrofitting de edifícios públicos e privados, em agropecuária, em gestão de florestas, em mobilidade urbana, dentre outros.

Para aproveitar estas oportunidades, é necessário que o planejamento governamental e das empresas enfoque o desenvolvimento sustentável não como um obstáculo a ser ultrapassado, mas um critério a mais a ser considerado quando da análise do ambiente de negócios e das necessidades de longo prazo das cidades e estados.

É necessário lembrar que uma estratégia de fomento da Economia Verde tem por premissas aumentar a eficiência do uso de recursos, o que deve ser meta para todas as instituições, sejam elas públicas ou privadas, que se preocupam com os recursos que são geridos, e diminuir o impacto ambiental no médio e longo prazo, por meio de mecanismos de gestão ambiental pública e privada.

Isto posto, e como em qualquer projeto, precisa-se mobilizar recursos para efetivar o investimento em Economia Verde. O Sistema Financeiro, como fica bem claro no trabalho da revista Página 22, tem o potencial de mobilizar tais recursos, utilizando para isso as métricas da sustentabilidade.

Ao incorporar a Sustentabilidade, não somente como discurso, mas com critérios claros e verificáveis nas suas atividades, as instituições públicas e privadas sinalizam para o mercado que querem credibilidade e que se submetem ao escrutínio público.

Esta credibilidade junto ao mercado pode viabilizar recursos com menor custo de captação e aumentar a atratividade de empresas e municípios para investimentos em Economia Verde, calcados em projetos de qualidade relacionados aos temas prioritários relacionados ao tema.

O desafio ainda persistente é incorporar tais variáveis aos processos de planejamento público e privado, bem como dar prioridade política aos negócios da Economia Verde.

Temos um grande caminho a avançar ainda, até em virtude das crises econômicas e políticas que ainda passamos e em virtude da virtual cegueira de entidades estatais com relação ao tema, mas quando um trabalho como o da FGV-CES é publicado, vemos que já começamos a construir este futuro.

 

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