A primeira e mais importante tarefa para o futuro é entender e contabilizar os bens e serviços que a estabilidade dos ecossistemas presta para a manutenção dos processos econômicos. É importante enfatizar, e muitas vezes isso não é claro para a população em geral, que o sistema econômico é um subsistema do ecológico. O planeta tem, lógico, uma capacidade limitada como fonte de recursos e, principalmente, como sumidouro de emissões.

A medida em que estamos em fase de plena expansão do consumo de recursos, temos que investir na melhoria da eficiência por meio da inovação em processos produtivos, a remuneração dos bens e serviços ambientais, especialmente daqueles que hoje não tem valor de mercado e cujo valor de existência não está claro nas planilhas contábeis.

A Economia Verde entrará em pauta nas discussões da Rio+20 e certamente serão extraídos acordos deste encontro com vistas a fomentar a implantação de processos produtivos mais limpos.

Nesta primeira parte do relatório, foram enfatizados os assuntos Agricultura, Pesca, Água e Florestas. Cada um dos desafios propostos para tais áreas são imensos e envolvem pesquisa e desenvolvimento, inovação, melhoria dos processos de gestão ambiental pública e privada.

Ao olhar para o Brasil, pergunto: Estamos preparados para melhorar nosso desempenho e indicadores ambientais? O que será necessário? A pauta ambiental, especificamente a relacionada aos quatro temas, tem força para competir por recursos en outras áreas prioritárias ou com o business-as-usual?