EF – Outono de 2013 – Gestão de resíduos

Em 2020 estima-se que o mercado global para gestão de resíduos alcance USD 2 trilhões, de acordo com estrategistas do Bank of America Merrill Lynch. Regulações cada vez mais restritivas, combinadas com a urbanização, crescimento da população e escassez de recursos, servirão como pressão adaptativa e engendrarão oportunidades nos setores da reciclagem, tratamento de resíduos industriais, transformação de resíduos em energia, gestão de efluentes e esgotos e embalagens sustentáveis.

Apenas cerca de um quarto das 11 bilhões de toneladas de resíduos coletados globalmente são reciclados ou recuperados. No Brasil, os municípios apresentam grandes dificuldades para elaborar e implementar os Planos de Gerenciamento de Resíduos, transformando o tema em um pesadelo para os gestores públicos e para a sociedade.

Há correlação direta entre o crescimento da economia e o aumento das emissões atmosféricas, da quantidade de efluentes líquidos e da geração de resíduos sólidos. Esta correlação implica em necessidade de fomento da melhoria da qualidade ambiental, especialmente no que tange à implantação de sistemas que resolvam os problemas associados ao crescimento. 

Há empresas especializadas em investir em portifólios de investimento relacionadas à gestão de resíduos e tecnologias associadas. Um exemplo é a Impax Environmental Markets, que apresenta 22% do portifólio de investimentos ligados aos temas. A gestão de resíduos tem sido considerada uma megatendência no período de 25 a 50 anos.

Diversos outros exemplos de empresas especializadas em gestão ambiental pública e privada aparecem no ecossistema de negócios sustentáveis, relacionadas ao tratamento de resíduos sólidos industriais, como a taiwanesa Cleanaway, ao desenvolvimento de embalagens sustentáveis, como a DS Smith e a chinesa China Everbright, especialista em gestão de resíduos e tecnologias associadas.

Outras relacionadas à reciclagem de metais de ferro-velho, como a Nucor, a gestão de efluentes e esgotos, Aguas Andinas, do Chile e a indiana VA Tech Wabag, especialista em gerir projetos de tratamento de resíduos industriais e municipais, tem crescimento certo, tendo em vista o grande passivo ambiental já existente, as perspectivas de aumento de consumo e descarte de produtos e o surgimento de legislações cada vez mais restritivas com relação ao tema gestão de resíduos, como a lei 12.305/2010, que surgiu para regulamentar e impor responsabilidades aos municípios, cidadãos e empresas.

Sobre Marcio Gama

O cérebro é nossa maior especialização e nos faz humanos e complexos, capazes de pensar, gerir riscos e planejar o futuro. Nos adaptamos a todos os ambientes conhecidos e aprendemos a utilizar os recursos para nossa sobrevivência. Nesta caminhada, aprendemos a nos adaptar. Tentamos resolver os problemas que criamos e esta é a parte da nossa caminhada neste planeta, o único que temos. Sou Biólogo, Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental e Especialista em Gerenciamento de Projetos e as análises que faço aqui refletem a minha visão sobre o tema, balizada em artigos científicos e informações de fonte fidedigna e relevantes. Espero que curtam os textos.
Esse post foi publicado em Sem categoria e marcado , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.