O periódico Environmental Finance do bimestre informa que diversos Bancos de Desenvolvimento tem trabalhado em definição de critérios sobre os green bonds, visando agregar confiabilidade aos títulos emitidos e reduzir o espaço para o greenwashing realizado por diversas empresas.

O desenvolvimento de critérios comuns aceitos pelo mercado e demais partes interessadas e com verificação independente permitem à sociedade analisar de forma abrangente se os títulos emitidos efetivamente serão investidos em projetos sustentáveis, apesar de agregar custos na elaboração de projetos privados de captação.

O documento Working towards a harmonised framework for impact reporting, elaborado pelo Banco de Desenvolvimento Africano, pelo Banco de Investimento Europeu, pelo IFC e pelo Banco Mundial, teve por objetivo desenvolver parâmetros para o informe dos impactos que pudesse suprir a necessidade por uma análise mais objetiva do conceito de green bonds.

Para tanto, as instituições utilizaram quatro indicadores centrais para mensurar projetos nas áreas de eficiência energética e energias renováveis (energia poupada, emissões de GEE reduzidas ou evitadas, energia renovável produzida por ano, capacidade de geração de energia renovável), informando que o trabalho para construir indicadores para outros tipos de projetos continua, especialmente naqueles dedicados à gestão de resíduos e saneamento, transportes e agricultura.

Ao considerar-se a predisposição de grandes investidores globais, muitos deles aderindo ao PRI, cujos critérios de tomada de decisão de investimento consideram a sustentabilidade como valor intrínseco dos seus portifólios, mais os possíveis acordos resultantes da COP 21 em Paris e as regulações do mercado em relação às mudanças climáticas, com a crescente percepção do risco climático, a emissão de green bonds pode experimentar um crescimento considerável.

Uma oportunidade para países com déficit de infraestrutura em energias renováveis, eficiência energética, saneamento e mobilidade, como o Brasil.