Empresas saem da Câmara de Comércio Norte-Americana

Diversas empresas norte-americanas estão deixando de fazer parte da Câmara de Comércio Norte-Americana em virtude da oposição desta instituição à legislação referente ao aquecimento global, dentre elas podemos citar a Apple, a Nike e a Pacific Gas & Electric. É um fato interessante que as empresas demonstrem claramente sua oposição às políticas pouco ativas adotadas pelos governos.

Em recente viagem aos EUA, pude notar a impressionante infra-estrutura do país. No eixo Washington – Nova Iorque diversas obras de grande porte, grandes estradas, portos de rio muito maiores do que muitos dos nossos portos oceânicos, pontes, edifícios e automóveis, muitos automóveis grandes e caminhões rodando o tempo todo. Combustível barato, automóveis baratos e renda alta resultam numa combinação explosiva para o meio ambiente, mas adequada para a retomada do crescimento econômico daquele país.

Notei também que há um movimento da sociedade para que o consumo seja mais “verde”. Tenho a impressão que a sociedade norte-americana redirecionará sua economia de forma relativamente rápida, pois a sociedade exige, as empresas ouvem e o governo investe nisso. Um exemplo? Os prédios públicos norte-americanos estão sendo certificados sob os critérios do LEED, que analisam o consumo de energia e o conforto ambiental dos edifícios, classificam-os de forma diferenciada e sugerem adequações para a conquista das certificações mais avançadas.

Aqui no Brasil, sob o ponto de vista das empresas e o aquecimento global, o CEBDS tem lutado incessantemente para que as empresas se mobilizem para adotar posições mais avançadas na luta contra o aquecimento global. É uma tomada de posição de um grupo de interesse importante na construção do desenvolvimento sustentável do Brasil.

O Ministério do Meio Ambiente coordena a Agenda Ambiental na Administração Pública, que vem a ser a adoção de Sistemas de Gestão Ambiental nos edifícios da administração pública, com ótimos resultados. Esperamos ainda a questão das licitações sustentáveis como obrigatoriedade, pois o poder de compra do governo pode estimular a adoção de critérios de sustentabilidade em toda a cadeia produtiva dos insumos utilizados para gerar os serviços.

Sobre Marcio Gama

O cérebro é nossa maior especialização e nos faz humanos e complexos, capazes de pensar, gerir riscos e planejar o futuro. Nos adaptamos a todos os ambientes conhecidos e aprendemos a utilizar os recursos para nossa sobrevivência. Nesta caminhada, aprendemos a nos adaptar. Tentamos resolver os problemas que criamos e esta é a parte da nossa caminhada neste planeta, o único que temos. Sou Biólogo, Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental e Especialista em Gerenciamento de Projetos e as análises que faço aqui refletem a minha visão sobre o tema, balizada em artigos científicos e informações de fonte fidedigna e relevantes. Espero que curtam os textos.
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