Parte 2 – Investimento em Energia Renovável e Eficiência no Uso de Recursos – Produção

A parte sobre eficiência no uso de recursos é bastante interessante. Começa a colocar a abordagem de ciclo de vida como central na análise de produtos, como fator crucial para a decisão de produção. Este capítulo sinaliza que cada vez mais as pegadas hídrica, de carbono e outros fatores importantes para a categorização de impacto ambiental passarão a fazer parte das decisões de produção e consumo, impactando diretamente os investimentos das empresas e gerando cada vez mais retorno com cada vez menos consumo de material e energia.
Os seguintes pontos são enfatizados:
1. A indústria tem um grande impacto sobre a economia e o ambiente, sendo responsável pelo consumo de 35% da energia global, 20% das emissões e 1/4 da extração primária de recursos, além de 23% dos empregos e 17% dos danos à saude. O custo total em relação aos danos à saúde chega a 1 a 5% do GDP global.
2. Escassez de recursos-chave para a produção é um grave problema a ser enfrentado e provocará mudanças no setor extrativista mineral. Provavelmente o aumento de preço dos minerais servirá para fomentar a indústria da reciclagem.
3. A abordagem de ciclo de vida e a eficiência no uso de recursos resultará em melhorias nos processos produtivos, aumentando a lucratividade por unidade de recursos produzida.
4. Os componentes chave da estratégia incluem a remanufatura e a reciclagem do calor por meio das instalações de calor e energia, com indústrias utilizando os ciclos fechados como base de produção. A venda de serviços ao invés de produtos entra aqui, com o uso de materiais por mais tempo, diminuindo a obsolescência.
5. Os efeitos sobre a geração de empregos diretos não será grande, porém alimentará uma grande quantidade de empregos indiretos na desmontagem e reciclagem, onde as condições de trabalho ainda necessitam de grandes melhorias em países em desenvolvimento.
6. Os cenários para investimento em tecnologias verdes sugerem que a eficiência energética e os investimentos públicos e privados no assunto resultarão no “descolamento” do crescimento econômico do uso de energia até 2050, especialmente nas indústrias mais consumidoras de energia.
7. A inovação precisa de um arcabouço regulatório, políticas públicas mais eficientes e instrumentos econômicos que permitam e fomentam iniciativas para intensificar a eficiência no uso de recursos e energia.

Sobre Marcio Gama

O cérebro é nossa maior especialização e nos faz humanos e complexos, capazes de pensar, gerir riscos e planejar o futuro. Nos adaptamos a todos os ambientes conhecidos e aprendemos a utilizar os recursos para nossa sobrevivência. Nesta caminhada, aprendemos a nos adaptar. Tentamos resolver os problemas que criamos e esta é a parte da nossa caminhada neste planeta, o único que temos. Sou Biólogo, Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental e Especialista em Gerenciamento de Projetos e as análises que faço aqui refletem a minha visão sobre o tema, balizada em artigos científicos e informações de fonte fidedigna e relevantes. Espero que curtam os textos.
Esse post foi publicado em conceitos, Economia Ecológica, gestão ambiental pública, gestão ambiental privada, Relatório UNEP Towards a Green Economy. Bookmark o link permanente.

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