Parte 2 – Investimento em Energia Renovável e Eficiência no Uso de Recursos – Turismo

O capítulo sobre turismo traz novidades interessantes, que vem sendo estudadas nos últimos 20 anos.
1. O turismo tem um alto potencial como direcionador do crescimento nos próximos anos. Representa 5% do GDP mundial e 6 a 7% dos empregos totais. Quarta maior cadeia produtiva global, atrás de combustíveis, químicos e automóveis, com um valor de 1 trilhão de dólares sendo gerados por ano e 936 milhões de turistas internacionais.
2. O desenvolvimento do turismo também representa desafios para a gestão ambiental. O rápido crescimento nas viagens domésticas e internacionais, as tendências de se viajar mais longe e por menos tempo e a preferência dada aos meios de transporte mais intensivos em energia aumentam a dependência da cadeia produtiva de combustíveis não renováveis. O turismo responde por 5% do total de emissões e pelo consumo excessivo de recursos hídricos, gestão inadequada de resíduos e esgotos, danos aos ecossistemas terrestres e marinhos e à cultural local.
3. O turismo verde pode criar novos empregos e reduzir a pobreza. O setor é intensivo em recursos humanos e emprega direta ou indiretamente 8% da população global. Tornar o setor verde envolve investir em eficiência no uso de energia, água e tratamento de resíduos e gerar empregos locais de qualidade, que envolvem mais qualificação e portanto mais salário.
4. O desenvolvimento do turismo precisa ser elaborado para dar suporte à economia local e reduzir a pobreza. O aumento do movimento de turismo pode significar para a economia local, a redução da pobreza, o suprimeot local de produtos, trabalho e serviços ligados ao turismo e aos serviços verdes em energia e eficiência.
5. Investimentos no turismo verde podem reduzir o custo da energia, água e resíduos e atribuir maior valor à biodiversidade, ecossistemas, e herança cultural. Investimentos em eficiência energética geram retornos com payback curto. A melhoria do tratamento de resíduos poupa recursos, cria empregos e melhora a atratividade dos destinos. O investimento em conservação e restauração é de pequeno volume em relação aos serviços ecológicos prestados por florestas, mangues e zonas costeiras. O investimento em herança cultural está dentre os mais rentáveis e que mais retornos trazem às áreas turísticas.
6. Há demanda por turismo verde, com um terço dos turistas demandando por turismo mais ambientalmente amigável e com disposição a pagar por experiências do tipo. Ecoturismo, natureza, herança cultural e turismo de aventura sinalizam um rápido crescimento nas próximas duas décadas.
7. Pequenas empresas precisam mobilizar-se para dar suporte ao turismo verde. A adoção de critérios internacionalmente aceitos sobre turismo sustentável pode resultar em mobilização de investimentos nas empresas locais.
8. Há necessidade de mais investimento no turismo verde, com potenciais economicos para pequenas e microempresas. O maior fator limitante para a migração da indústria é a o financiamento, que precisa adotar sistema de incentivos para a adoção do turismo verde.
9. Há necessidade de planejamento e estratégias de desenvolvimento para envolver os governos no desenvolvimento da indústria verde. Ministérios ou secretarias de ambiente, energia, trabalho, agricultura, transporte, saúde, finança, segurança e outras áreas relevantes. As legislações ambientais, trabalhistas, padrões de agricultura devem ser analisados sob o ponto de vista da energia, emissões, água, resíduos e saneamento ambiental.
10. Investimentos públicos e políticas podem estimular os investidores privados em fomentar a indústria do turismo verde. O gasto público em bens públicos, áreas protegidas, bens culturais, conservação de água, gestãod e resíduos, saneamento básico, transporte público, energia renovável pode reduzir o custo dos investimentos pelo setor privado. O uso de subsídios pode encorajar o investimento privado em tecnologias limpas, eficiência no uso de água e energia, conservação de biodiversidade, o fortalecimento das organizações e empresas locais.

Sobre Marcio Gama

O cérebro é nossa maior especialização e nos faz humanos e complexos, capazes de pensar, gerir riscos e planejar o futuro. Nos adaptamos a todos os ambientes conhecidos e aprendemos a utilizar os recursos para nossa sobrevivência. Nesta caminhada, aprendemos a nos adaptar. Tentamos resolver os problemas que criamos e esta é a parte da nossa caminhada neste planeta, o único que temos. Sou Biólogo, Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental e Especialista em Gerenciamento de Projetos e as análises que faço aqui refletem a minha visão sobre o tema, balizada em artigos científicos e informações de fonte fidedigna e relevantes. Espero que curtam os textos.
Esse post foi publicado em conceitos, Economia Ecológica, gestão ambiental pública, gestão ambiental privada, Relatório UNEP Towards a Green Economy. Bookmark o link permanente.

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